segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL - CARTA DE PRINCÍPÍOS


Carta de Princípios do Fórum Social Mundial

O Comitê de entidades brasileiras que idealizou e organizou o primeiro Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre de 25 a 30 de janeiro de 2001, considera necessário e legítimo, após avaliar os resultados desse Fórum e as expectativas que criou estabelecer uma Carta de Princípios que oriente a continuidade dessa iniciativa. Os Princípios contidos na Carta, a ser respeitada por todos que queiram participar desse processo e organizar novas edições do Fórum Social Mundial, consolidam as decisões que presidiram a realização do Fórum de Porto Alegre e asseguraram seu êxito, e ampliam seu alcance, definindo orientações que decorrem da lógica dessas decisões.

1. O Fórum Social Mundial é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de ideias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra.

2. O Fórum Social Mundial de Porto Alegre foi um evento localizado no tempo e no espaço. A partir de agora, na certeza proclamada em Porto Alegre de que "um outro mundo é possível", ele se torna um processo permanente de busca e construção de alternativas, que não se reduz aos eventos em que se apoie.

3. O Fórum Social Mundial é um processo de caráter mundial. Todos os encontros que se realizem como parte desse processo têm dimensão internacional.

4. As alternativas propostas no Fórum Social Mundial contrapõem-se a um processo de globalização comandado pelas grandes corporações multinacionais e pelos governos e instituições internacionais a serviço de seus interesses, com a cumplicidade de governos nacionais. Elas visam fazer prevalecer, como uma nova etapa da história do mundo, uma globalização solidária que respeite os direitos humanos universais, bem como os de todas @s cidadãos e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos.

5. O Fórum Social Mundial reúne e articula somente entidades e movimentos da sociedade civil de todos os países do mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial.

6. Os encontros do Fórum Social Mundial não têm caráter deliberativo enquanto Fórum Social Mundial. Ninguém estará, portanto autorizado a exprimir, em nome do Fórum, em qualquer de suas edições, posições que pretenderiam ser de todos @s seus/suas participantes. Os participantes não devem ser chamados a tomar decisões, por voto ou aclamação, enquanto conjunto de participantes do Fórum, sobre declarações ou propostas de ação que @s engajem a todos ou à sua maioria e que se proponham a ser tomadas de posição do Fórum enquanto Fórum. Ele não se constitui, portanto em instancia de poder, a ser disputado pelos participantes de seus encontros, nem pretende se constituir em única alternativa de articulação e ação das entidades e movimentos que dele participem.

7. Deve ser, no entanto, assegurada, a entidades ou conjuntos de entidades que participem dos encontros do Fórum, a liberdade de deliberar, durante os mesmos, sobre declarações e ações que decidam desenvolver, isoladamente ou de forma articulada com outros participantes. O Fórum Social Mundial se compromete a difundir amplamente essas decisões, pelos meios ao seu alcance, sem direcionamentos, hierarquizações, censuras e restrições, mas como deliberações das entidades ou conjuntos de entidades que as tenham assumido.

8. O Fórum Social Mundial é um espaço plural e diversificado, não confessional, não governamental e não partidário, que articula de forma descentralizada, em rede, entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo.

9. O Fórum Social Mundial será sempre um espaço aberto ao pluralismo e à diversidade de engajamentos e atuações das entidades e movimentos que dele decidam participar, bem como à diversidade de gênero, etnias, culturas, gerações e capacidades físicas, desde que respeitem esta Carta de Princípios. Não deverão participar do Fórum representações partidárias nem organizações militares. Poderão ser convidados a participar, em caráter pessoal, governantes e parlamentares que assumam os compromissos desta Carta.

10. O Fórum Social Mundial se opõe a toda visão totalitária e reducionista
da economia, do desenvolvimento e da história e ao uso da violência como meio de controle social pelo Estado. Propugna pelo respeito aos Direitos Humanos, pela prática de uma democracia verdadeira, participativa, por relações igualitárias, solidárias e pacíficas entre pessoas, etnias, gêneros e povos, condenando todas as formas de dominação assim como a sujeição de um ser humano pelo outro.

11. O Fórum Social Mundial, como espaço de debates, é um movimento de ideias que estimula a reflexão, e a disseminação transparente dos resultados dessa reflexão, sobre os mecanismos e instrumentos da dominação do capital, sobre os meios e ações de resistência e superação dessa dominação, sobre as alternativas propostas para resolver os problemas de exclusão e desigualdade social que o processo de globalização capitalista, com suas dimensões racistas, sexistas e destruidoras do meio ambiente está criando, internacionalmente e no interior dos países.

12. O Fórum Social Mundial, como espaço de troca de experiências, estimula o conhecimento e o reconhecimento mútuo das entidades e movimentos que dele participam, valorizando seu intercâmbio, especialmente o que a sociedade está construindo para centrar a atividade econômica e a ação política no atendimento das necessidades do ser humano e no respeito à natureza, no presente e para as futuras gerações.

13. O Fórum Social Mundial, como espaço de articulação, procura fortalecer e criar novas articulações nacionais e internacionais entre entidades e movimentos da sociedade, que aumentem, tanto na esfera da vida pública como da vida privada, a capacidade de resistência social não violenta ao processo de desumanização que o mundo está vivendo e à violência usada pelo Estado, e reforcem as iniciativas humanizadoras em curso pela ação desses movimentos e entidades.

14. O Fórum Social Mundial é um processo que estimula as entidades e movimentos que dele participam a situar suas ações, do nível local ao nacional e buscando uma participação ativa nas instâncias internacionais, como questões de cidadania planetária, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário.

Aprovada e adotada em São Paulo, em 9 de abril de 2001, pelas entidades que constituem o Comitê de Organização do Fórum Social Mundial, aprovada com modificações pelo Conselho Internacional do Fórum Social Mundial no dia 10 de junho de 2001.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ÁGUA: O OURO DA VIDA


Viveremos sem água? Como o planeta sobreviverá sem este líquido precioso? Aqui no Brasil o desperdício de água é muito grande, sem falar na poluição, nos dejetos jogados em rios, lagoas, no mar...

Aqui em Conde, cidade rica em águas, há o Rio Itapicuru, que  inicia seu leito na cidade de Jacobina e encerra seu trajeto no mar da Barra da Siribinha, um dos pontos turísticos desta cidade. Além do Rio Itapicuru, temos O Rio Crumaí, Rio de Pedras, entre outros; dispomos de cachoeiras, lagoas. Ou seja, temos muita água, que precisa ser bem utilizada e, o mais importante, PRESERVADA!

Esse rio, tão importante para a Bahia e para o Brasil, sofre com a poluição jogada pelos curtumes, esgotos de residências, de indústrias, lixo residencial, contribuindo para redução da fauna e da flora. Não é incomum  vermos animais mortos em seu leito....

Para chamar a atenção para as nossas responsabilidade, socializo a matéria abaixo, publicada no site http://portuguese.ruvr.ru/, para que façamos uma reflexão sobre como estamos utilizando este recurso tão fundamental para as nossas vidas, a vida dos animais e da flora.

Boa leitura

Wellington Souza
lettinho@gmail.com

 


Mundo pode entrar em guerra por causa da água

          

água
© Flickr.com/DJ-Dwayne [Away till 31st November]/cc-by


Haverá no planeta uma guerra pela água? Os especialistas tentam responder a esta questão. O relatório da ONU diz que, até meados do século, o consumo de água doce no setor agropecuário aumentará em mais 20%. Isto está relacionado com o aumento das necessidades de água na produção. Grande parte do líquido vai para regar as culturas agrícolas. Por exemplo, são necessários cerca de 500 litros para se obter um quilo de trigo.

Entretanto, as causas da escassez de água doce no planeta estão não apenas no aumento da procura de gêneros alimentícios. Importante papel nesse processo é desempenhado pela mudança do clima no planeta –explica o co-presidente do grupo ecológico russo Ecozashita (Ecodefesa) Vladimir Sliviak.

"A mudança do clima é um desequilíbrio, um caos natural, que provoca, por exemplo, mudança muito brusca e frequente das temperaturas, neve no verão. A influência desse processo será tal que, nas zonas onde caem muitas precipitações, estas aumentarão ainda mais. Pelo contrário, nas regiões onde falta água, haverá ainda menos."

Entretanto, nem todos os especialistas concordam que as oscilações da temperatura possam influir sobre o abastecimento de certas regiões. Sobretudo, o problema está não na escassez do líquido como tal – considera o ecologista Alexander Bogoliubov.

"Não há lugares na Terra onde não haja água a uma certa profundidade.. A questão é que alguns países não têm possibilidade de escavar poços de um quilômetro e tirar essa água. Se nesse local existir um país civilizado com os equipamentos técnicos necessários, não haverá tais problemas."

Mais de dez países no planeta estão situados em territórios áridos. São eles o Egito, a Arábia Saudita, o Iêmen e outros. Mas este é um problema que pode ser resolvido – salientam os especialistas. A saída mais simples e racional da situação é a distribuição dos recursos. Na opinião dos ecologistas, o Brasil poderia ser uma espécie de “doador”. Para a Rússia, a água poderia se tornar uma fonte de renda, igual ao petróleo ou gás. O diretor geral do Centro Principal de Testes Hídricos, Iuri Gontchar, tece as suas considerações.

"Atualmente os empresários russos estão estudando programas de construção de condutas de água da região do Cáucaso para os portos. Nestes, seriam enchidos tanques para o transporte de água para o Sul da Europa e África. Faz sentido estudar apenas o uso racional dos recursos e redistribuição sem consequências, sem desviar rios nem bombear um rio para outro."

A prática de mudança de cursos de rios é muito popular agora. O governo da China gastou dezenas de bilhões de dólares para fazer um rio mudar de curso e abastecer o norte do país. Os ecologistas consideram que semelhantes ações não ficarão sem consequências. O mesmo acontece com o bombeamento ativo de água do subsolo na Arábia Saudita. 

Segundo previsões dos especialistas, as reservas subterrâneas do líquido neste país podem terminar já dentro de 40 anos se a política de abastecimento de água da região não mudar. É verdade que em Er Riad já tomaram consciência da envergadura do problema e passaram a adquirir ativamente terras para a agricultura em outros países, para além de desenvolverem tecnologias para obtenção de água potável. Iuri Gontchar fala sobre um desses sistemas:

"A Arábia Saudita investe dinheiro em membranas para dessalinização da água (nos últimos 5 anos mais de 10 bilhões de dólares) Através de membranas porosas especiais, a água é destilada, sendo os sais retidos. Mas isto é para países ricos. Por isso, nos países pobres fala-se de programas de dotações."

O problema do abastecimento de água da população exerce influência considerável sobre a economia dos países. A escassez de água pode levar à emigração da população dos países pobres e, no caso dos países ricos, à dependência das regiões com grandes reservas de recursos hídricos. Quer em um ou em outro caso, a instabilidade social pode levar ao surgimento de conflitos. A luta pelo acesso à água pode se transformar literalmente em oposição armada.
                                                                                                                                    Daria Manina.






O ano de 2013 será o mais quente em mais de 160 anos




Um dos temas estudados em Geografia são as Mudanças Climáticas. Trato desse assunto em todas as séries do Ensino Médio, pois entendo que a preocupação com o Aquecimento Global deve ser levada muito a sério. 


Os jovens e adultos para quem leciono precisam desenvolver uma "consciência ambiental" agora, pois eles têm a oportunidade de  corrigir os erros do passado e planejar um futuro melhor para eles e para toda a vida do planeta terra.

A consciência da população mundial precisa ser atraída para que as mudanças em seu dia-dia sejam reais. É preciso urgentemente, reduzir/acabar com o desperdício de água, alimento, energia elétrica; é urgente que os líderes mundiais se comprometam com o desenvolvimento sustentável, pois os recursos naturais estão sendo exauridos diariamente.

Somente uma nova consciência poderá evitar as mudanças catastróficas mencionadas no artigo abaixo, publicado hoje  no site http://portuguese.ruvr.ru/2012_12_25/novos-prognosticos-de-aquecimento-global/.

Convido a todos para investirmos mais em redução do consumo de plásticos - copos descartáveis, sacolas de supermercado plásticas-, em usarmos a água com parcimônia, investir em veículos flex, acabar com o consumismo, planejarmos a família, afinal, para que colocar filhos no mundo se não estamos cuidando da "casa" que eles herdarão desta geração?

Abaixo, o artigo para você informar-se e mudar de atitude e melhor cuidar da natureza.

Abraço,

Wellington Souza
lettinho@gmail.com
03 de janeiro de 2013


O ano de 2013 será o mais quente em mais de 160 anos de observações. 


aquecimento global

© Flickr.com/Jaako /cc-by-nc

Se esta tendência continuar, o planeta terá mudanças catastróficas já neste século. Entretanto, alguns cientistas assustam os cidadãos comuns com outros prognósticos. Em sua opinião, a partir de 2014 começará um esfriamento e, posteriormente, um novo período glaciar.

Na história da humanidade houve tanto períodos de calor forte, como de frios intensos. A previsão do tempo por sinais específicos é conhecida desde a antiguidade. Os prognósticos científicos começaram a ser feitos no século XX. A exatidão de um prognóstico para um dia constitui 95%, para uma semana – 60%, diminuindo para períodos mais longos.

Quando se fazem previsões para vários anos, os cientistas avançam determinadas tendências que podem não se confirmar no futuro. O que podem esperar os habitantes do planeta: um derretimento de gelos no Ártico ou, pelo contrário, uma congelação da Corrente do Golfo? Provavelmente, continuará um aquecimento lento, diz o chefe do Laboratório de Climatologia do Instituto de Geografia da Academia de Ciências da Rússia, Andrei Chmakin:

Este fenômeno é quase imperceptível na vida quotidiana. Um aquecimento é evidente apenas estatisticamente. Tal não significa que cada ano será mais quente do que o precedente, nada disso. Sempre haverá uma alteração: ou mais frio, ou mais quente. Só a estatística mostra que há uma tendência de aumento de temperatura”.

Nos últimos tempos, os ciclos de períodos de esfriamento e de aquecimento mudaram em resultado da influência de pessoas na atmosfera terrestre. Aquilo que anteriormente decorria durante milênios  hoje acontece em anos, afirma o dirigente do programa Greenpeace da Rússia. Vladimir Tchuprov:

Os fenômenos perigosos tornam-se cada vez mais frequentes, porque se assiste a um desequilíbrio provocado pelo homem. O aquecimento global é apenas um indicador deste desequilíbrio. A temperatura está aumentando. Talvez, não tão rapidamente como prediziam os cientistas mas o planeta, infelizmente, já não voltará ao estado anterior”.

Os peritos do Banco Mundial predizem que a temperatura média do ambiente crescerá em quatro graus centígrados no início do próximo século. Tal levará a consequências irreversíveis em forma de diminuição de reservas mundiais de alimentos, de destruição de ecossistemas e de elevação do nível dos oceanos.

Entretanto, na opinião de cientistas, ainda nem tudo está perdido. A primeira coisa que se deve fazer é elaborar um programa eficaz de luta contra o aquecimento global, que deve substituir o Protocolo de Quioto, que já se tornou obsoleto. Além disso, segundo especialistas, é necessário desenvolver a “energia verde”, acabar com derrubamento bárbaro de florestas, que decorre em várias regiões do planeta, e aperfeiçoar o sistema de limpeza de águas de esgoto. Afinal de contas, se atuarmos razoável e energicamente, a humanidade terá hipóteses bastante grandes de ter um futuro.




25.12.2012, 17:42, hora de Moscou