sábado, 20 de abril de 2013

Seca, corrupção e incompetência


Seca, corrupção e incompetência

Uma das maiores estiagens da história castiga 12 milhões de pessoas que vivem no semi-árido brasileiro, enquanto R$ 9 bilhões repassados pelo governo para combatê-la se perdem na ineficiência - e até desvios de dinheiro - do poder público

Josie Jeronimo e Izabelle Torres. Fotos: Yan Boechat
“Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário.” O romance Vidas Secas de Graciliano Ramos captou a alma de sofrimento do sertanejo no fim da década de 30, quando o Nordeste sofria com uma das oito maiores secas registradas no século XX. Setenta e cinco anos depois, 12 milhões de brasileiros de 1.415 municípios do semi-árido brasileiro ainda estão presos à imagem de terra arrasada, vendo os corpos ressecados de seu gado pregados no chão.
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TRISTE REALIDADE
No município de Jardim, no Ceará, fazendeiro
perdeu 300 cabeças de gado em razão da seca
Algumas regiões sofrem um ciclo de estiagem que já persiste há mais de um ano. O desenho da paisagem permanece o mesmo, mas estudos de migração populacional realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a figura dos retirantes, eternizada pelos personagens de Vidas Secas, quase não existe mais.
Programas sociais como o Bolsa Família e de socorro e incentivo a pequenos produtores do semi-árido tiveram sucesso em fixar a população em terras com clima de deserto. De acordo com o pesquisador Helder Araújo, do Ipea, há dez anos a taxa de migração interna era de 5,7%. Hoje é de 4,5%. Alguns municípios do Nordeste que tiveram sucesso com empreendimentos de irrigação, como Petrolina (PE) e Barreiras (BA), até atraíram moradores de outros estados. Mas este cenário positivo não se repete nas obras de infraestrutura. Todos os anos, o governo federal coloca à disposição das autoridades locais aproximadamente R$ 9 bilhões para combate à seca, em programas de gestão hídrica, construção de barragens, canais e ampliação de perímetros irrigados. E todos os anos a maior parte desse dinheiro fica retido nos cofres da União, pois os projetos municipais e estaduais não têm qualidade mínima para atender as exigências – algumas razoáveis, outras puramente burocráticas – de Brasília. Desde julho do ano passado, 34 relatórios sobre a situação das regiões atingidas pela estiagem foram devolvidos aos prefeitos por falhas técnicas e o repasse de recursos foi adiado.
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EM SERRITA, PERNAMBUCO, O ÚLTIMO RECURSO:
para alimentar o gado, família tira o espinho do mandacaru
Outra parte do dinheiro se perde em desvios ligados a conhecidos esquemas de corrupção. A mais ambiciosa obra em áreas de estiagem no Brasil – a transposição do Rio São Francisco – é um bom exemplo da situação. Em 2009, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva empreendeu uma caravana para visitar as obras da transposição, orçada em R$ 4,5 bilhões. Quatro anos depois, o custo do empreendimento subiu para R$ 8,4 bilhões e a transposição continua no papel. Segundo auditoria oficial, cinco dos 14 lotes licitados da obra apresentam fraudes na aplicação dos recursos públicos.
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Neste ambiente, as ações emergenciais cumprem uma função dupla. São obviamente eleitoreiras e humanamente indispensáveis. O governo federal já investiu R$ 800 milhões na compra de cisternas, recipientes que comportam até 16 mil litros de água e podem abastecer uma família por seis meses. Sem critérios claros para a distribuição das cisternas, elas se tornaram até um instrumento para a especulação imobiliária. No Distrito de Rajada, Zona Rural de Petrolina (PE), um terreno de 30 metros quadrados acumula três cisternas, uma fartura que é sinônimo de privilégio e desperdício. Em determinadas regiões do Maranhão, não é possível instalar porque as casas não têm telhados de cerâmica, revelou um técnico da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, em reunião com a bancada de deputados maranhenses. “O Maranhão foi contemplado com 4.300 cisternas, mas apenas duas mil foram instaladas. A população é tão pobre que as cisternas serão devolvidas para o ministério”, conta o deputado Simplício Araújo (PPS-MA).
Mesmo numa emergência tão grande, a vida não deixa de ser como sempre foi. Quem pensa que a palavra dificuldade sempre rima com solidariedade pode se surpreender. Não faltam denúncias de troca de favores entre chefes políticos locais. Em Delmiro Golveia (AL), o prefeito Luís Carlos Costa se negou a contratar um empresário selecionado pela Defesa Civil porque ele faria parte do grupo político adversário. Em Petrolina, a população denunciou a existência de pelo menos sete carros-pipas fantasmas. Eles constavam na prestação de contas da prefeitura, mas não apareciam nas comunidades.
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RETRATOS DE UM FLAGELO:
em Salitre, no ceará, açude seca (acima), enquanto árvore assume aspecto de um cacto
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Na construção das barragens – método de armazenamento da água da chuva – os exemplos de corrupção e mau uso do dinheiro público se repetem. Por conta do alto nível de evaporação, o retorno em gestão de recursos hídricos não representa sequer 20% do dinheiro investido para a construção das estruturas. Somente este ano, o Ministério Público de Alagoas, Pernambuco e Ceará abriram seis ações para investigar desvios de recursos na construção de barragens. O Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga o sumiço de R$ 800 mil destinados a obras da adutora do Agreste, entre Caruaru e Santa Cruz do Capiberibe (PE). A Polícia Federal, por sua vez, descobriu esquema que desviou R$ 48 milhões em convênios.
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VIDAS SECAS 
Moradores do município pernambucano de Serrita perderam quase todo o gado,
em decorrência da avassaladora estiagem. Para sobreviver, dependem
quase exclusivamente da água fornecida pelo Exército
A dificuldade do País para enfrentar a seca é histórica e se arrasta por anos. As ideias se sucedem, os planos se multiplicam, mas raras vezes se consegue levá-las adiante de forma coerente. A miséria pode ser amenizada, e é bom que isso aconteça. Mas a seca, desde o início de século XXI, mostra um drama que se repete, como se viu há poucos dias. Apresentado há cinco anos, o projeto 2.447/07, que institui a Política Nacional de Combate às Secas, passou um longo período esquecido. Na semana passada, deputados nordestinos tentaram sensibilizar os colegas para tratar do assunto. Mas a proposta não foi votada sob um argumento cuja lógica é difícil de ser desafiada: a demora para a discussão foi tão grande que já era tarde demais para se fazer alguma coisa. Para o professor de engenharia florestal da Universidade de Brasília, Eraldo Matricardi, a falta de orientação à população é o principal obstáculo ao fim dos grandes transtornos por longos períodos de estiagem. Para ele, técnicas simples de sobrevivência, que possuem baixo custo e seriam de grande utilidade, nem sequer são repassadas aos moradores de re­giões atingidas. “O poder público não se preocupa em ensinar estratégias fáceis, como colocar garrafas enterradas para evitar a mortalidade das plantações. Técnicas simples de irrigação também não são ensinadas e as populações continuam dependendo dos projetos megalomaníacos dos governos”, avalia o professor.
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ESCASSEZ DE COMIDA:
Galho da árvore vira opção de alimento no sertão do Ceará
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fonte: revista  ISTOÉ, N° Edição:  2266 |  19.Abr.13 - 21:06. disponível em www.istoe.com.br 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

SÍTIO DO CONDE E SUA LINDA GEOGRAFIA



PRAIA DOS ARTISTAS, SÍTIO DO CONDE

CONDE-BA












Fotos capturadas em 16 e 17 de fevereiro de 2013, em Sítio do Conde, Conde-BA.
Fotógrafo: Wellington Souza

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Asteroide se aproxima nesta tarde da Terra

Asteroide se aproxima nesta tarde e será maior objeto a passar tão perto da Terra

                                                               Do UOL, em São Paulo, 15/02/2013



Asteroide 2012 DA 14 passa perto da Terra nesta sexta (15)7 fotos

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Gráfico da Nasa mostra esquema de como será a aproximação do asteroide 2012 DA 14 da Terra. O astro com 45 metros e 130 mil toneladas passará neste dia 15, às 17h24 (horário de Brasília) a apenas 27.860 quilômetros da Terra, o mais próximo que um objeto cósmico perigoso esteve de nosso planeta. Não há risco de choque com a TerraNASA/JPL-Caltech
A agência espacial americana Nasa está monitorando o trajeto de um grande asteroide, que deve se aproximar da Terra nesta sexta-feira (15) e se converter na maior aproximação já prevista para um objeto tão grande.

O asteroide de 45 metros, batizado de 2012 DA 14, deve alcançar o ponto mais próximo do planeta aos 27,7 mil km por volta das 19h24 GMT (17h24 de Brasília), afirmou a Nasa.

"A distância é bastante grande da Terra e do enxame de satélites terrestres, incluindo a Estação Espacial Internacional", destacou em um comunicado.

De qualquer forma, o "2012 DA 14 é a maior aproximação da Terra de um objeto tão grande".

ENTENDA A DIFERENÇA

AsteroideObjeto rochoso, relativamente pequeno e inativo, que orbita o nosso Sol
MeteoroideSobras de asteroides ou cometas que orbitam o nosso Sol
MeteoroFenômeno que ocorre ao longo da atmosfera da Terra e deixa um rastro de luz no céu
MeteoritoQuando um meteoroide ou um asteroide resistem à passagem pela atmosfera terrestre e atingem o solo do nosso planeta, ele é classificado como um meteorito
CometaObjeto de gelo relativamente pequeno, mas muitas vezes ativo, que tem cauda de gás e poeira
A agência espacial insistiu que não é preciso ter medo: "A Nasa tem uma grande prioridade em rastrear asteroides e proteger nosso planeta deles".
O asteroide, que será visível no leste de Europa, Austrália e Ásia, fornece "uma oportunidade única para os pesquisadores estudarem o objeto de perto".

A Nasa estima que asteroides pequenos com o 2012 DA 14 se aproximam de nosso planeta a cada 40 anos, em média, mas só chegam a colidir a cada 1.200 anos.

Colisões

O asteroide não chega aos 10 km de comprimento que tinha o meteorito que se chocou com a Terra e provocou a extinção dos dinossauros, na península de Yucatán no México, e que deixou a famosa cratera de Chicxulub, com 160 km de diâmetro. Segundo os cientistas, impactos como esse ocorrem a cada 26 milhões de anos. Chicxulub ocorreu há 66 milhões de anos.
Há 50 mil anos,  um meteorito de 50 metros caiu nos EUA e formou a cratera Barringer, no Arizona, de um quilômetro de diâmetro e 200 metros de profundidade. Já em 1908, um meteoroide de 36 metros (provavelmente um pedaço de um asteroide) atingiu a Terra e a explosão devastou quilômetros de florestas na região de Tunguska, na sibéria da Rússia.
Se houvesse o choque do asteroide 2012 DA 14 com a Terra, uma área de cerca de 3 km poderia ser atingida.

Meteoro na Rússia

A agência espacial americana não informou se a aproximação do 2012 DA 14 está relacionada com os meteoros que atingiram nesta sexta-feira a região russa dos Urais, ferindo quase mil pessoas.

"Às 09h20 (01h20 de Brasília) foi observado um objeto em Cheliabinsk que voava a grande velocidade e deixava um rastro. Dois minutos depois fora ouvidas duas explosões", indicou um funcionário do Escritório Regional de Situações de Emergência, Yuri Burenko, em um comunicado.

As violentas explosões acompanhadas por clarões, que derrubaram paredes e janelas, provocaram pânico na região. (Com AFP)
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MAIS NOTÍCIAS SOBRE ESPAÇO68 fotos

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Sonda Deep Impact, da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), capturou imagens do cometa Ison (à direita) a uma distância de 793 milhões de quilômetros, em janeiro passado. O cometa está fazendo sua primeira viagem para o interior do Sistema Solar (à esquerda) e pode ficar visível no céu do nosso planeta no final de 2013 Leia maisNasa

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sustentabilidade e soluções seguras para um edifício inteligente e verde

Como criar um edifício verde


Uma casa ecológica pode representar um enorme potencial para economia de energia e é fundamental para o desenvolvimento sustentável das cidades verdes. A automação de edifícios e o gerenciamento da iluminação como parte de um edifício verde reduzem o consumo


                           

Os edifícios sustentáveis precisam de uma rede inteligente que esteja conectada à proteção contra incêndios, segurança eletrônica e sistemas de instalação elétrica, oferecendo proteção, conforto e confiabilidade aos usuários e reduzindo o consumo de energia em indústrias, escritórios e residências. As Total Building Solutions (TBS) da Siemens automatizam de forma inteligente e ligam em rede todas as tecnologias prediais em um sistema de segurança único integrado. Elas podem ser a plataforma para uma casa ecológica, reduzem custos ao longo de todo o ciclo de vida de uma casa ecológica, maximizam a flexibilidade durante reformas e melhorias, além de ajudar a reduzir impactos ambientais pelo uso de uma arquitetura sustentável.

Total Building Solutions (TBS) – soluções técnicas de infraestrutura totais e integradas de forma inteligente         

            Total Building Solutions (TBS) - integram de forma inteligente soluções técnicas de infraestrutura totais e integradas como a automação de edifícios e a gestão de edifícios


As soluções de segurança da Siemens para detecção e combate a incêndios oferecem grande confiabilidade para edifícios sustentáveis, inclusive instalações altamente complexas como a gestão de edifícios e o controle de acesso. Com relação à segurança, a empresa oferece opções de configuração personalizada para infraestruturas públicas e particulares, de edifícios sustentáveis, moldando a conexão entre soluções de segurança eletrônica, gestão de edifícios e sistemas de automação predial. A Siemens sincroniza o controle de acesso, sistema de vigilância por vídeo e detecção de intrusão com sistemas de automação predial e gestão de edifícios e integra o pacote completo com um centro de comando e controle.

Fornecimento de energia à prova de futuro


A distribuição de energia elétrica em edifícios requer soluções universais que não apresentem problemas de coordenação, custos adicionais e atrasos. A Siemens é a principal fornecedora mundial de produtos e sistemas inovadores para instalações elétricas nos setores industrial, comercial e residencial. Nosso portfólio abrangente vai desde caixas e painéis de distribuição até dispositivos de proteção, comutação, medição e monitoração. 

O Totally Integrated Power da Siemens guia os projetos de distribuição de energia desde o estágio de planejamento até a implantação. Isso oferece claras vantagens em todas as fases do projeto para todas as pessoas envolvidas – desde os engenheiros de planejamento elétrico e instaladores até os usuários e operadores. A implementação é rápida e eficiente e a operação é econômica.

Contrato de Desempenho para edifício verde
Contrato de Desempenho para edifício verde: A economia com energia paga o investimento.


A economia de energia paga o investimento


Outro modo de economizar dinheiro e energia em um edifício verde é o contrato de eficiência energética. Nos contratos de eficiência energética, a Siemens determina e desenvolve o potencial energético existente através de modernização seletiva e otimização. Um edifício verde e energeticamente eficiente com custos baixos de energia garantidos podem ser operados sem custos para o consumidor porque a economia paga o investimento. 

Desde 1994, a Siemens concluiu mais de 1000 projetos de eficiência de energia e criou desta maneira não só edifícios verdes, mas também edifícios sustentáveis. Esses projetos reduziram os custos de energia em cerca de 2 bilhões de euros. As emissões de CO2 também foram reduzidas em cerca de 1,2 milhões de toneladas. Essa redução é equivalente a aproximadamente 300 mil carros de passeio rodando 20.000 km por ano. A Siemens é líder em edifícios sustentáveis e verdes com eficiência energética nos Estados Unidos e na Europa.

Green Building Council Brasil

Green Building Council Brasil

O Green Building Council Brasil é uma organização não governamental nacional e sem fins lucrativos e parte do World Green Building Council. Seu objetivo é promover a transformação do ambiente construído em um ambiente sustentável. Isso significa edifícios, urbes e megacidades com sensibilidade ambiental, economicamente viáveis e representativas em termos sócio-culturais. A Siemens é certificada pelo World Green Building Council.


sábado, 9 de fevereiro de 2013

DO ESPAÇO




NASA capta Erupção épica da Superfície do Sol



Arquivo: NASA-Apollo8-Dec24-Earthrise.jpg



Telescópio da NASA confirma Alien Planet em zona habitável




Disponível em http://www.nasa.gov/

Fevereiro 2013

Erupção solar pode causar tempestade geomagnética na Terra


Erupção solar com 20 vezes o diâmetro da Terra registrada pela NASA


A erupção pode alcançar a Terra até três dias depois de seu início


Washington - O Observatório de Relações Terrestres STEREO detectou uma erupção solar que viaja rumo à Terra a 600 quilômetros por segundo e que pode causar uma tempestade geomagnética, informou nesta quinta-feira a Nasa (agência especial americana).


O Observatório de Relações Terrestres (STEREO), que a Nasa enviou em 2006 para estudar como o fluxo de energia e a matéria solar afeta à Terra, e o Observatório Heliosférico e Solar (SOHO) detectaram a erupção ontem.

Este fenômeno pode enviar partículas solares e alcançar a Terra até três dias depois provocando uma "tempestade geomagnética" que pode afetar as redes elétricas e os sistemas de telecomunicações.

A Nasa explicou que no passado outras ejeções solares com esta velocidade não causaram tempestades geomagnéticas "substanciais", mas deixaram sua marca com auroras visíveis nos pólos.

Nesta ocasião, segundo a Nasa, parece "pouco provável" que a tempestade afete os sistemas elétricos na Terra ou cause interferências nos aparelhos de GPS ou nos satélites de comunicações.

No entanto, recomenda estar pendente da informação do centro de meteorologia espacial da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos.

O telescópio da Nasa High Resolution Coronal Imager (Hi-C), lançado em 2012 para estudar a coroa do Sol, sua parte mais quente, acaba de descobrir como o Sol acumula e libera energia.

O telescópio foi capaz de captar fios de plasma magnéticos nas camadas exteriores do Sol, o que representa a primeira evidência clara da transferência de energia do campo magnético do Sol a sua coroa, algo que até agora era apenas teoria.

Estas observações ajudarão os cientistas a elaborar melhores prognósticos do clima espacial, já que a evolução do campo magnético na atmosfera solar impulsiona todas as erupções solares, que podem chegar à atmosfera e causar estas tempestades.

Disponível em:



OUTRA TERRA?


Cientistas identificam possível planeta semelhante à Terra

Segundo astrônoma de Harvard, existe um planeta com condições semelhantes às da Terra a 13 anos-luz de distância

Renata Giraldi, da
REUTERS/NASA
Planeta Terra
Planeta Terra: até então, os cientistas acreditavam que os planetas potencialmente habitáveis poderiam estar a distância entre 300 e 600 anos-luz


Brasília – A astrônoma Courtney Dressing, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que há um planeta com condições semelhantes às da Terra a 13 anos-luz de distância - 1 ano-luz equivale a aproximadamente 10 trilhões de quilômetros. A conclusão faz parte de um estudo divulgado hoje (7) e mostra que há possibilidade de haver “outra Terra” no sistema solar. Até então, os cientistas acreditavam que os planetas potencialmente habitáveis poderiam estar a distância entre 300 e 600 anos-luz.

“Pensávamos que teríamos de procurar distâncias vastas para encontrar um planeta como a Terra. Agora percebemos que outra Terra está provavelmente no nosso próprio quintal”, disse a pesquisadora.

Os cálculos foram feitos utilizando o telescópio norte-americano Kepler, partindo da premissa de que as estrelas denominadas anãs vermelhas (red dwarves, em inglês) podem ter planetas habitáveis em suas órbitas, uma vez que são estrelas comuns, menores e menos quentes do que o Sol.

A partir da análise de 75 bilhões de anãs vermelhas existentes na galáxia, os autores do estudo chegaram à estimativa de que cerca de 6% dessas estrelas devem ter um planeta semelhante à Terra e que o mais próximo pode estar a apenas 13 anos-luz de distância.

Essa taxa implica que vai ser significativamente mais fácil do que pensávamos antes procurar vida na área do sistema solar", disse o coautor da pesquisa, David Charbonneau. Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

*Modificada às 13h30 para corrigir erro de informação

Disponível em:

http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/cientistas-identificam-possivel-planeta-semelhante-a-terra

Asteroide passará muito perto da Terra


Asteroide passará muito perto da Terra, segundo NASA

Cientistas afirmam que não existe possibilidade do corpo celeste atingir o planeta

Vanessa Daraya, de
NASA/JPL-Caltech
Imagem de um asteróide se aproximando do Planeta Terra: segundo a NASA, o impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres
Imagem de um asteróide se aproximando do Planeta Terra: segundo a NASA, o impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres

São Paulo – A Nasa anunciou que um asteroide passará muito próximo da Terra no dia 15 de fevereiro. No entanto, não existe possibilidade do corpo celeste atingir o planeta.

O asteroide, batizado de 2012 DA14, tem 45 metros de largura e vai passar a uma distância de 27,7 mil quilômetros da Terra. Essa distância é menor do que a mantida por satélites de comunicação na órbita terrestre.

Se o 2012 DA14 estivesse em rota de colisão com a Terra, ele produziria um impacto equivalente a 2.5 megatons de TNT, ou seja, o mesmo efeito de uma bomba atômica. Por isso, os cientistas acreditam que o impacto seria capaz de destruir uma grande cidade como Londres.

Apesar dos possíveis efeitos e da proximidade, os cientistas explicam que não há motivos para ter medo. Isso porque os cálculos sobre o trajeto do asteroide foram feitos pela Nasa com precisão. Os pesquisadores afirmam que não existe nenhuma chance de o asteroide colidir com a Terra. O máximo que pode acontecer é uma impacto da rocha com algum satélite ou veículo espacial.

Como a próxima passagem de um asteroide perto da Terra só deve acontecer em 2046, a passagem de 2012 DA14 é considerada uma boa oportunidade para os estudos científicos. Para a Nasa, essa é uma oportunidade única para os pesquisadores analisarem o corpo celeste bem de perto. Será possível ver asteroide através de binóculos e pequenos telescópios principalmente na Ásia, Austrália e Europa Oriental.

Mas vale destacar que o asteroide tem uma órbita. Ela faz com que o asteroide se aproxime da Terra a cada seis meses. Portanto, ele pode não colidir com a Terra agora. Mas nada descarta a possibilidade de uma possível colisão no futuro.

disponível em: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/asteroide-passara-muito-perto-da-terra-segundo-nasa